Há poucos dias o Joãozinho perguntou ao pai: “Pai, o que é a Páscoa?”. Responde o pai: “Ora, a Páscoa é… bem… é uma festa religiosa!”. Continua o Joãozinho: “Como o Natal?”. Diz o pai: “É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição”. Questiona logo o Joãozinho: “Ressurreição?”. E o pai: “Sim, ressurreição. Marta, vem cá!”. Pergunta a mãe: “O que foi Jorge?”. Diz o pai: “Explica lá ao teu filho o que é a ressurreição para eu poder ler o meu jornal em paz”. E começa a mãe: “Bem, Joãozinho, a ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeste?”. Diz o Joãozinho: “Mais ou menos… mãe, Jesus era um coelho?”. A mãe já sem paciência: “O que é isso menino? Não me digas uma asneira dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Pai do Céu! Nem parece que este menino foi batizado! Jorge, este rapaz não pode crescer deste jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensaste se ele solta uma asneira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse pivete na catequese!”. Mesmo assim, o Joãozinho pergunta: “Mãe, mas o Pai do Céu não é Deus?». A mãe responde: “É Joãozinho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Tu vais estudar isso na catequese. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo”. Continua o Joãozinho: “O Espírito Santo também é Deus?”. Mãe: “É sim”. Joãozinho: “E o Santander e a Tranquilidade também são Deus?”. A mãe já em desespero, exclama: “Sacrilégio!!! Não é o Banco Espírito Santo que compõe a Trindade… presta atenção, não é Tranquilidade, Joãozinho, é o Espírito Santo de Deus. É uma coisa meio complicada, nem a mãe te sabe explicar bem essa situação. Mas depois tu podes perguntar lá na catequese, que a professora explica tudo!”. Joãozinho: “Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?”. Mãe: “Eu sei lá! É uma tradição. É como o Pai Natal, só que em vez de trazer presentes este traz ovinhos”. Joãozinho: “Os coelhos põem ovos?”. Mãe: “Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu ganho mais!”. Joãozinho: “Pai, não era melhor que fosse a Galinha da Páscoa?”. Pai: “Era, era melhor, ou então um abutre”. Joãozinho: “Pai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, não é? Em que dia é que ele morreu?”. Pai: “Isso eu sei, foi na sexta-feira santa”. Joãozinho: “Em que dia e em que mês?”. Pai: “Sabes que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia”. Joãozinho: “Um dia depois”. Pai: “Não, três dias”. Joãozinho: “Então ele morreu na quarta-feira”. Pai: “Não, morreu na sexta-feira santa… ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, gaiato, vê lá se não me confundes! Morreu na sexta-feira e ressuscitou no sábado, três dias depois!”. Joãozinho: “Como é que é possível?”. Pai: “Sei lá, depois pergunta para a tua professora de catequese!”. Joãozinho: “Pai, por que é que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?”. Pai: “É que hoje é sábado de aleluia e o pessoal vai fazer a Queima de Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus”. Joãozinho: “O Judas traiu Jesus no sábado?”. Pai: “Claro que não! Se ele morreu na Sexta!!!”. Joãozinho: “Então por que eles não queimam o Judas no dia certo?”. Pai: “É, boa pergunta. Joãozinho, atende o telefone aqui ao pai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí”. Joãozinho: “Estou, quem fala?”. Homem: “Olá aqui é o Rogério Coelho Pascoal. O teu pai está?”. Joãozinho: “Não, o meu pai foi comprar um ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau. Pai, qual era o apelido de Jesus?”. Pai: “Cristo. Jesus Cristo”. Joãozinho: “Só?”. Pai: “Que eu saiba sim, porquê?”. Joãozinho: “Não sei, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Porque só assim essa história do coelho da Páscoa faz sentido, não acha?”. Pai: “Coitada!”. Joãozinho: “Coitada de quem?”. Pai: “Da tua futura professora de catequese!!!”.
Joãozinho quer saber tudo sobre a Páscoa
